domingo, 17 de janeiro de 2010

Sopro de Vida

Era uma manhã nublada com uma chuva fina, que quase não dava para sentir. O vento embalava as folhas das árvores.
A bicicleta me levava adiante, eu deslizava pelas ruas. De repente, uma poça de água está a minha frente e eu não a vejo. Então tropeço, fico encharcada. Mas não me importo, é a água da chuva. Uma ferida aqui, outra ali, sangue escorrendo de meus joelhos. Não me importo. Volto à bicicleta e vou deslizando de novo, a chuva fica forte, a água lava minhas feridas e elas ardem. Minhas pernas não tem mais tanta força.
Um terreno íngreme surge a minha frente, faço esforço e vou subindo. Meu corpo dói, mas isso me faz refletir. Em nossas vidas há tantas poças d'água e terrenos íngremes, mas nós temos de enfrenta-los. Passar por eles e nos tornar mais fortes.
Então tento me esforçar mais. Subir com mais força, mesmo com as feridas ardentes.
O esforço é bom, faz como que eu me sinta viva. Faz com que eu queira mais.


(Título sugerido por Rômulo Oliveira)

2 comentários:

  1. hum... interessante!!
    =)
    "Um sopro de vida"
    algo desse tipo ficaria bom!
    x)
    =****
    bonito viu.

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  2. coitada :/ porq ela não usou a joelheira ? :B | muito bom o texto, I liked *-*

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