
O café fumegava em minha frente. Forte, não da cor marrom-chocolate que eu esperava, mas de um preto intenso, escuro. Como minha mente no momento. Havia raiva nela. Impotência e medo. Vontade de corrigir os erros e vontade de abraça-los e errar cada vez mais. Como se nada mais tivesse tanta importância, ninguém mais importasse. Como se a vida fosse passar diante de mim, e eu não tivesse nada a temer. Não havia por quem temer, não havia ninguém.
Então abracei os erros. Abracei-o como quem recebe um ente conhecido. E era o que eles realmente eram pra mim.
Abracei-os e a vida mudou.
Todas as coisas mudaram.
Todas as coisas mudarão de agora em diante.
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