Você começa a ficar sonolento, eu acordo
Você cai na calçada, eu tomo meu leite vencido
Você se levanta e vomita, eu lavo a louça
Você volta pra casa, eu saio
Você ronca feito um porco, eu vomito o maldito leite
Você dorme mais, eu volto para casa
Você acorda, eu começo a gritar feito louca
Eu brigo, você briga
Você dá socos na parede, eu começo a comer compulsivamente
Você joga baralho sozinho, eu ouço música
Você murmura algo para a TV, eu reclamo da sujeira
Você bebe, eu bebo mais
E nós brigamos e lutamos
Nossos corpos se encontram, nossas almas se distanciam
Você pede desculpas, eu não as aceito
Você implora, eu cedo
Mas sua alma tem repulsa à minha
Você tira o carro da garagem, eu me deito
Você dirige a noite toda, eu durmo
Você está vazio e eu, oca.
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