Os pingos de chuva na janela, a louça suja, os livros jogados no chão, a cama arrumada e vazia, os flocos de chocolate que não dissolvem no leite, a pequena foto na carteira. Para qualquer lado que ela olhe, alguma coisa faz com que ela lembre-se dele. Mas, talvez não seja isso, talvez seja só o fato de que na mente dela só haja ele. E isso a leva à crer que tudo lembra ele.
Ela precisa esvaziar a mente. Precisa pensar no nada. Pois o nada significará a ausência dele. E a ausência dele significará dor. E então, ela terá tempo para apenas se concentrar na dor. E não nele.
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