domingo, 13 de junho de 2010

Insônia

Caderno, pedaço de jornal, pinturas, relógio, garrafa, pedaço de maçã dentro de uma copo, dois origamis, caixinha, cds, dvds, uma caneca, uma xícara, um porta-lápis, uma polaroid, um dico de vinil, uma caixinha de música, gavetinhas, pincéis, lápis, canetas, compasso, papéis, moedas, miniaturas de ursos, sapos, meninas, cavalos, gatos, cartões, blocos de notas, broches, agenda, chaveiros, envelopes, clips, borracha, livro, baralho, dicionário, calculadora, réguas, cola, grampeador, um saco de biscoitos vazio, colagens, bombons de café, desenhos, cifras, celular, chaves, óculos, carteira, remédio, iPod, marcador de página, estojo, vidro vazio de perfume. Isso é o que eu tenho em minha mesa.

O que me leva a descrever isso às 3 da manhã? A insônia.

Não Faço Parte Disto

Eu estava o observando de longe. Observando cada detalhe de seus movimentos. Ele estava sentado na grama, debaixo de uma árvore, com um grupo de amigos. Eles conversavam animadamente. Subitamente ele começa a gargalhar. Ele me assusta rindo desse jeito. Me assusta porque ele parece tão feliz e eu não faço parte disso. Não estou lá com ele agora, nem nunca estarei.

Mas ele estará sempre comigo.


Não ao lado, mas dentro. (Polly)

sábado, 12 de junho de 2010

Ele finge que diz a verdade, ela finge que acredita e assim vão vivendo nessa harmonia agonizante.
You know I'll help you, always.

Deixar, mas não abandonar

Ele não sabe quando percebeu que já não queria mais conversar com ela. Ela havia mudado de algum jeito, não era mais aquela pessoa gentil. Ele começou a pensar que não a conhecia tão bem, e que, talvez , ela só agisse com a formalidade com que estranhos se tratam às vezes, por necessidade. Ele percebeu como isso era triste, mas precisava deixá-la. Porém ele não a abandonaria, só não seria mais seu grande amigo, seria somente um conhecido, apenas compartilharia com ela as bordas de sua existência.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Plenitude

É curioso o fato de que, naquela madrugada, eles estavam conversando tanto. Ela já havia tomado cerca de 6 xícaras de café e ele havia, praticamente, fumado todo o maço de cigarros. Parecia que os anos que passaram sem se ver não haviam existido. Agora ela se sentia viva e ele, completo.

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Café, Livros e Música


Dê a mim um pouco de café, livros e música. E se não for pedir muito, também gostaria de um caderninho e um lápis.
Prometo que ficarei aqui no meu canto e não perturbarei ninguém com meus pensamentos insanos.